quarta-feira, 5 de março de 2014

O lado bom da vida

Caríssimos leitores,
É com muito prazer que realizo a minha primeira postagem neste belíssimo blog (puxação de saco) da minha amiga Joiza. O meu intuito nesta e nas próximas postagens é realizar uma breve crítica, juntamente com resenhas de filmes vistos por mim. Tal como Joiza ama livros, posso afirmar que amo filmes. Sou declaradamente cinéfila desde criança. Infelizmente, nos últimos anos não pude mais exercitar este tão prazeroso ato (snif, snif).

Pois bem, sem mi mi mi e vamos ao que interessa...

O lado bom da vida (Silver Linings Playbook, 2012)

Um casal mais ou menos problemático...


Atenção! Contem SPOILERS!

Sinopse: Um homem bipolar (Solitano), em plena crise, chega em sua residência e flagra a esposa o traindo com um colega de trabalho. A partir deste momento, ele surta, sendo internado durante quase um ano em um hospital psiquiátrico. Após isto, tenta reconstruir sua vida. É neste momento que Tiffany, uma mulher depressiva e viciada em sexo, cruza o seu destino. 

Confesso que fiquei curiosa ao saber que tal filme trata da história de um rapaz com transtorno bipolar. Quem nunca ouviu falar nesta doença? Quem nunca conheceu alguém bipolar? Eu, como amante da psicologia, achei interessante tal temática, em especial por conhecer pessoas bipolares e saber que quase não existem filmes que tratem sobre o assunto. 

Solitano, o bipolar



Ao assistir a ele, percebi que não se trata de dissertar sobre a bipolaridade, mas sobre a história de um personagem que é bipolar. Talvez o maior charme do filme seja mostrar todos os envolvidos com o personagem bipolar (interpretado por Bradley Cooper) como pessoas com um "quê" de anomalia mental. É o amigo que não suporta a vida - aparentemente bem-sucedida - que tem; O pai, um apostador viciado que sofre de TOC; O amigo do hospital psiquiátrico, com milhões de anomalias, dentre outros. O filme não deixa claro se a ex-mulher do personagem principal sofria de algum distúrbio (esta é uma personagem misteriosa) ou se a mãe também tinha problemas. Mas o fato é que sua amiga, Tiffany (interpretado pela ultra-hiper-mega Jennifer Lawrence) é uma personagem tão problemática quanto ele. 


Tiffany, uma jovem viúva depressiva


 A personagem Tiffany é um show à parte. Ela é uma mulher sofrida, depressiva. Todos sabemos que a depressão é uma doença cujas mulheres estão mais vulneráveis. É interessante a forma como ela corre atrás do Solitano, sempre mendigando a atenção dele. Já ele, um personagem bipolar, é violento algumas vezes, e em outras, extremamente sensível e vunerável. Observem na hora que ele recebe a primeira carta da ex-mulher, como ele mal começa a ler e cai aos prantos. Vejam como ele reage com extrema raiva ao ler o livro do Hemingway, ou quando ouve uma música que o faz recordar de momentos negativos. O filme se utiliza de uma extrema leveza para tratar de pessoas tão machucadas, tão frágeis. E é esta fragilidade, quase infantil, que nos faz gostar dos personagens. Dá vontade de abraçá-los (apelei). E ainda arranca umas gotinhas de lágrimas no final.

Emoções à flor da pele


ps. Não pensem que o filme é um drama apelativo, cheio de loucos. Muito ao contrário, a trama é leve e os personagens são ligeiramente cômicos. Soa como uma comédia romântica bem feita (em detesto comédias românticas, mas essa é uma das raras que me encantou).

Minha avaliação? Nota 10. Merecidamente, um ótimo filme. Abaixo segue o link do trailer, via youtube. O filme completo, até o presente momento, também se encontra no youtube. É só fuçar um pouquinho ;)






Resenha: Água para Elefantes – Sara Gruen



Autor: Sara Gruen
Ano: 2007
Editora: Sextante
Páginas:335
Gênero: Ficção
Nota: 5/5
Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora. Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais. É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo. "Água para Elefantes" é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.#skoob
By Tracinha Cultural:
O que esse livro me fez? Me fez pensar e analisar cada personagem, bem como, o que nós estamos fazendo com os nossos idosos, ao tomarmos decisões por eles, sem antes ao menos questionarmos se é realmente o que determinamos o que eles querem no momento.
Agora falando do livro, ele conta a estória de Jacob, um senhor que foi morar numa casa de repouso, depois de uma queda, decisão essa tomada pelos seus filhos, que fique bem claro. E a juventude de Jacob, iremos conhecer através dos seus cochilos, neles ele lembra quando tinha 23 anos e era um estudante de veterinária, que ao perder os pais num acidente automobilístico, entrou em estado de choque e pulou num vagão de um trem, mas não um vagão qualquer e sim um pertencente a um circo. E a partir desse momento sua vida  mudou, conheceu de perto a hipocrisia, o abuso de poder e o amor da sua vida, Marlena, a qual era casada com um esquizofrênico, o August, que também era chefe do setor de animais do circo.
E entre um cochilo e outro também conhecemos sua realidade na casa de repouso, a sua indignação por está naquele local, entre pessoas que não conhece. E é a partir daí que vimos que temos que perguntar o que os idosos querem fazer e para onde eles querem ir, e não tomarmos decisões, achando que eles não tem opinião própria.
Sobre a escritora: A Sara Gruen é super detalhista, possui uma escrita que te envolve página a página, querendo saber o que acontecerá com os personagens,então depois desse com certeza irei ler outros livros dela.
E ai ficaram curiosos?Então vamos lá, se emocione com Jacob como eu me emocionei e passe a ver os idosos de outra forma.
Uma ótima leitura.